Hoje, as clássicas caveiras mexicanas são fantasias, artigos de decoração e símbolo da festa do dia dos mortos no país

A história do feriado

Nas civilizações antigas, o fim de outubro e o início de novembro era marcado por festividades relacionadas a época de colheita. E, por isso, oferendas eram feitas para agradecer aos deuses. A colheita também simbolizava o fim de um ciclo e o início de outro e os antepassados eram lembrados nesse período.

No século 11, a comemoração de Todos os Santos no dia 1 de novembro já era uma tradição do catolicismo, quando a religião passou a celebrar o Dia de Finados. A data é um grande marco pois, além de demonstrar respeito pelos que partiram, aceita a fé na vida após a morte.

Cada casa mexicana prepara um altar com flores, pratos e até músicas escolhidas cuidadosamente de acordo com o que os antepassados mais apreciaram em vida. O mais curioso é que o Día de Los Muertos é um grande festejo nacional e não encara o 2 de novembro de forma nostálgica, como em outros países do Ocidente. Isso acontece pois acreditam que é a melhor forma de proporcionar paz e tranquilidade aos que já se foram.

Grand Premio de México

A corrida de Fórmula 1 do Autódromo Hermanos Rodriguez acontece sempre na semana do Día de los Muertos. É comum encontrar pessoas caracterizadas no autódromo e até alguns pilotos homenageiam a cultura local com a maquiagem de caveira. 

As caveiras mexicanas e a primeira Catrina

José Guadalupe Posada era um cartunista criativo que desenhou a primeira Catrina, na época chamada de Cavalera Garbanesca que criticava às mulheres mexicanas que imitavam a moda europeia. A ilustração aproveitou a data para também relembrar a filosofia do memento mori, que, sem rodeios, lembra que todos morrem um dia. Mais tarde, Diego Rivera incluiu a personagem em um de seus painéis, ao lado de sua esposa, Frida Kahlo, e a rebatizou como Catrina, a forma que é conhecida até hoje.

A caveira não foi escolhida à toa por José Guadalupe. Mexicanos levam os crânios dos familiares para missas e cultos e depois da publicação da Catrina, passaram a se fantasiar de caveiras bem vestidas. São inúmeras as releituras desse símbolo da arte e cultura mexicana.

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